Para investidores

Due diligence tecnológica, e a operação à volta

Uma due diligence vale a pena pagar quando muda o que faz — o preço, a estrutura, uma condição, ou as três primeiras contratações depois do closing. A minha é escrita para ser discutida num comité de investimento, não arquivada.

O que é a due diligence tecnológica?

A due diligence tecnológica é a revisão, antes do investimento, da tecnologia de uma empresa-alvo: a sua arquitetura e código, o que custa operá-la e mantê-la, a equipa que a sustenta, a sua exposição em segurança e conformidade, e se aguenta o crescimento que a tese de investimento assume. Existe para pôr preço ao risco tecnológico e para expor a despesa que o comprador herda depois do closing.

Âmbito

O que analiso

  1. 01

    A arquitetura, face ao plano

    Não se é elegante — se aguenta o volume, as geografias e as mudanças de produto que o plano assume. Um monólito num negócio doméstico estável não é um achado. O mesmo monólito sob uma tese de buy-and-build é a operação inteira.

  2. 02

    Custo total de propriedade

    Custo de operação, licenças, cloud, e os prestadores externos que afinal são estruturais. É aqui que desaparece, em silêncio, o primeiro ano da maioria dos planos, porque o vendedor gere o EBITDA a pensar no processo, adiando manutenção.

  3. 03

    Dívida técnica, com preço

    Não uma lista de queixas. Quanto custa deixar cada item como está, quanto custa corrigi-lo, e quais bloqueiam o plano em vez de apenas incomodar os engenheiros.

  4. 04

    A equipa

    Quem detém de facto o conhecimento e quão concentrado está, quanto custam a preço de mercado e não na folha de pagamento, e se a liderança escala para o tamanho que o plano implica.

  5. 05

    As promessas sobre IA

    Se essa IA é um modelo que a empresa possui e melhora, uma API de fornecedor com margem em cima, ou um slide de roadmap. Valem múltiplos muito diferentes, e é aqui que a due diligence mais falha atualmente.

  6. 06

    Viabilidade do carve-out

    Para ativos que saem de uma empresa-mãe: o que separa de facto, o que precisa de um acordo de serviços transitórios, quanto tempo demora e quanto custa a cada lado. É a linha mais sistematicamente subestimada.

  7. 07

    O plano dos cem dias

    Os achados convertidos num plano sequenciado, com responsáveis e orçamento atribuído, para que o trabalho comece no primeiro dia em vez de depois da primeira reunião do conselho.

  8. 08

    O resto da operação

    Já estive dos dois lados do M&A — integração pós-fusão de dois bancos, due diligence de compra e de venda, e preparação de uma empresa para venda enquanto seu diretor executivo. Isso costuma tornar o olhar tecnológico mais comercial do que técnico.

Quando me chamar

Onde sou útil

  • Due diligence do lado da compra, dentro de uma janela de exclusividade, segundo o seu calendário e não uma metodologia padrão.
  • Preparação do lado do vendedor, para que a narrativa tecnológica resista quando o assessor do comprador a testar.
  • Uma segunda opinião quando o relatório que já tem parece completo mas não responde ao que o comité de investimento perguntou.
  • Revisões de carteira em vários ativos, quando quer uma visão comparável em vez de cinco formatos de relatório diferentes.
  • Depois do fecho, quando o plano encalhou e alguém tem de dizer em voz alta que parte dele nunca ia funcionar.

Perguntas dos fundos

Em que é que um independente é diferente de uma grande firma aqui?

Tem a pessoa sénior durante todo o projeto, não só no arranque e na apresentação final. O relatório é mais curto, toma posição, e nomeia o que um documento assinado por um sócio costuma suavizar. Quando o projeto precisa de mais mãos, trago-as através da Velchanos Partners e digo-lhe quem faz o quê.

Consegue trabalhar dentro de uma exclusividade curta?

Sim. Reduzo o âmbito às perguntas que ainda podem mudar a sua decisão, e apresento quando precisa, não quando o documento está terminado. Diga-me a data e digo-lhe o que é possível responder até lá.

Cobre IA especificamente?

Sim, e é onde eu concentraria o foco. A pergunta não é se a empresa usa IA — é se essa IA é um ativo defensável, uma dependência de fornecedor já embutida na margem, ou uma promessa sem nada a funcionar por trás. Já construí e vendi produtos de IA, o que dá um ponto de vista diferente de apenas ter lido sobre eles.

Que setores?

Retalho e consumo, telecomunicações, serviços financeiros e seguros, software empresarial, saúde e hotelaria. São os setores onde operei, não apenas onde aconselhei.

Onde, e em que línguas?

Europa, Américas, África e Médio Oriente. Trabalho em português, inglês, espanhol e francês.

Tem um processo em curso?

Setor, dimensão e data. Digo-lhe num dia se posso ser útil e que âmbito proporia.